Little Voice - Analisando um Original da Apple TV+ Embaçando os Limites Entre o Musical e a Tela
Apple Apple TV+ Streaming

Little Voice - Analisando um Original da Apple TV+ Embaçando os Limites Entre o Musical e a Tela

Eric Sanchez
Eric Sanchez

Não é segredo que a gama de novas opções de streaming tem inundado os potenciais assinantes e espectadores com anúncios e petições por uma chance de entretenimento. No entanto, é difícil dizer quem irá despontar como vencedor através dessa explosão de competição, mas também será difícil dizer que a Apple não estará lá - quando se considera o ecossistema que já possuem para seus usuários, e sua cultura de criação bem como sua propensão por empreendimentos criativos e ambiciosos.

Com Little Voice, a Apple confirmou sua promessa de se aliar com grandes contadores de histórias para trazer aos espectadores uma experiência única de streaming. Realmente, assistir Little Voice me deixou agradecido que tal espetáculo viu a luz do dia. Ele reflete o DNA de comprometimento da Apple com os criadores e a beleza do processo criativo. Através dos criadores, atores, músicos e vários editores por onde possa ter passado, o resultado foi uma série satisfatoriamente única que te traz para perto.

Como a entrega tradicional das televisões aberta e a cabo estão no processo de interrupção total e completa, nós temos vivido, durante este meio tempo, igualmente expostos a um aumento de conteúdo que recebeu luz verde e estamos em melhores condições para isso.

A Apple TV+, que é uma assinatura mensal, se declarou como "a nova casa para os contadores de histórias mais criativos do mundo". Apesar de não necessariamente biográficas, pode-se ver as impressões digitais da co-criadora e produtora executiva Sara Bareilles, cujas canções originais servem como a espinha dorsal imaginária para o rumo da série, ao longo da temporada. Com Little Voice somos lembrados que escrever canções é muitas vezes contar histórias, e também nos é mostrado que toda música pode ter uma história por trás que vale a pena contar.

Essa mudança na forma e posteriormente de como as pessoas recebem o entretenimento em vídeo se apresentou como uma oportunidade para a Apple, que já possui a plataforma de software, relações de entrega de conteúdo com os usuários finais, hardware de streaming de TV, e lojas de mídia digital, para trazer conteúdo agradável a seus espectadores que se aproxima do familiar de uma forma única.

Aparentemente uma grande jogada que a Apple tem aproveitado é o aplicativo Apple TV, que organiza para o usuário todas as diferentes opções de streaming e visualização de vídeo, até mesmo conteúdo abrangendo outras plataformas de streaming rivais como Hulu, HBO Max, e Amazon Prime Video. O usuário precisa conceder permissão ao aplicativo para suas informações de outros aplicativos, mas uma vez que ele o faça, efetivamente se torna o portal de um clique para seu streaming de vídeo e biblioteca de compra e aluguel de vídeos.

Little Voice acompanha Bess King (Brittany O'Grady), uma bela e jovem cantora e compositora ainda desconhecida que carrega um dom raramente visto. Durante o descanso em sua atividade de escrever, ela consegue fazer o que pode-se dizer ser a sua verdadeira paixão, entre todos os vários trabalhos e shows que ela faz para sobreviver.

Situado na cidade de Nova York, onde as vozes individuais podem ser submersas pelo constante fluxo de negócios, atividades 24 horas por dia, e uma enxurrada de coisas que disputam por atenção, somos permitidos na jornada justapositiva da jovem vida de Bess, que está encontrando aquela vozinha que faz diferença dentro dela como uma artista e pessoa no meio das realidades da vida da grande cidade. Através de adversidades, humilhação, frustração, e até um triângulo amoroso, Bess permite que o turbilhão de coisas acontecendo em sua vida tornem-se o catalisador pelo qual o seu dom e voz possam se expressar completamente - e eles acabam levando-a a lugares de profunda conexão e descoberta profissional.

Ao longo da trajetória da temporada, nós não somos simplesmente apresentados a novas canções originais em praticamente cada episódio, mas somos levados à vida e história da compositora-protagonista, para receber um gostinho da beleza visceral e realeza da arte, na qual eu acredito ressoará com muitos que já utilizam os produtos da Apple em suas próprias buscas criativas.

Como muitos de nós, Bess é leal a sua família, e ela teve que assumir muitas responsabilidades que muitos de sua idade não precisam se preocupar, por conta do abandono de sua mãe, as necessidades especiais de seu irmão, e as lutas de seu pai com o vício.

A série não se desvia de temas que a juventude atual lida e repercute ao serem retratados, e isso também dá espaço para momentos de diálogo que te lembram que Little Voice também pode reivindicar credenciais como uma produção reflexiva mesmo quando a música não é considerada.

O adorável irmão de Bess, Louie (Kevin Valdez), que é um mago em todas as informações relacionadas a Broadway e busca compartilhar o seu conhecimento com o mundo por meio de seu vlog geralmente oferece um alívio cômico reflexivo. Louie está no espectro do autismo, e nós somos agraciados com cenas encantadoras com ele e são amigos que também são, enquanto ele se ajusta à vida por conta própria.

Na realidade, Little Voice foi capaz de encontrar e habilmente articular uma verdade que todos já entendemos de maneira inata: que a experiência, o prazer e a criação da música não é simplesmente musical, mas que é multidimensional.

Ao mesmo tempo, você consegue se conectar com o compositor, aprender com ele, admirar a arte e expressão e ainda sentir-se como um igual, experimentando a música à sua própria maneira mas compartilhando a criação que também possui uma história única para a vida do seu criador. Uma canção pode nos afetar de maneiras que não podemos compreender, e a fusão indiscernível de musicalidade, instrumentação, letra, a conexão humana com o compositor e aqueles que ouvem e experimentam a música conosco de forma assíncrona e simultânea ao mesmo tempo, e todas as memórias e esperanças que nós mesmos como ouvintes temos, podem nos levar às lágrimas.

A música também é social, alguns dos laços mais profundos que temos com amigos são construídos através do suporte de certas canções em determinada época da vida, bem como quando descobrimos certos pontos em comum de diversão. A experiência da música ao vivo também é uma força influente e memorável em nossas vidas, e a série também reflete isso.


Música

Não há dúvida de que a principal batida criativa por trás de Little Voice é Sara Bareilles, a renomada cantora-compositora que também lançou um álbum das músicas da primeira temporada da série. Ela até aparece em uma pequena participação e se consagra como parte do vlog do Louie. As novas composições e o modo pesado como as letras são utilizadas de formas surpreendentes são com certeza inspiradoras para aqueles que já participam em composições, ou para aqueles que sonham em deixar a sua própria vozinha no mundo.

Ao longo da primeira temporada a voz de Brittany O'Grady, com seu registro impactante e renovador, imediatamente atraem o espectador/ouvinte e deixam claro que ela era perfeita para este papel. Ela é auxiliada por Samuel (Colton Ryan), cujo talento complementa e enriquece o dela. Ele mostra paciência e caráter durante toda a temporada, tendo a compreensão de permitir que os dons de Bess brotem e floresçam, mesmo que o processo possa parecer muitas vezes deixá-lo como uma vítima.

O ouvinte pode continuar a ouvir a manifestação musical da primeira temporada através da coleção Little Voice: Season 1 (Apple TV+ Original Series Soundtrack), disponível em todas as plataformas de streaming de música.

A combinação das versões na tela me impressionou, e estou ansioso para explorar as versões de Sara Bareilles (More Love: Songs from Little Voice Season One).

Estas são algumas das canções da primeira temporada que pessoalmente ressoaram em mim, seja musicalmente ou várias outras razões, e que eu pessoalmente deixei em repetição desde que terminei de assistir:

Simple and True

Tell Her

In July

More Love

Little Voice

Quando o público vê na tela a interpretação de Simple and True, não estamos apenas testemunhando a performance que é bastante arrebatadora e envolvente, mas também conhecemos a dor e confusão que Bess estava experimentando com tudo acontecendo em sua vida, e que leva o público a um momento em que as linhas entre uma série de TV, a experiência de apresentação ao vivo, e a estreia mundial de uma canção comovente, todas embaçadas de uma só vez. Essa dobra artística de dimensões cinematográficas e musicais é o que torna Little Voice especial.

Little Voice é única porque em certo sentido utiliza uma coleção de canções originais que já ficam muito bem sozinhas, e ainda assim nos traz para a batalha de uma compositora e a beleza e o dia a dia de sua vida que podem ser relacionados a muitas pessoas, tanto jovens como idosos - porque é uma vida que representa a maravilhosa experiência da vida humana, com a vinha da genialidade, como o musical e criativo, tecendo através de todas as circunstâncias mundanas e dolorosas das nossas situações e passado. E através disso, todos nós podemos nos relacionar de alguma forma com Little Voice.

Assista na AppleTV + (link patrocinado)

Ouça no Apple Music (link patrocinado)



Join the conversation.


© 2021 Terraflow LLC - Information - Series 2. Todos os dereitos reservados. O conteúdo e as representações neste site são apenas para fins informativos e não serão considerados consultoria de investimento, conselho médico, consultoria jurídica ou solicitação de investimento.